cantigas do bandido #23


Cada uma tem a sua forma de foder. Mas há uma coisa que é universal: não há gaja que tenha olhos na cona. Têm olho do cu, é verdade, mas ainda não arranjaram outra forma de ver o magnífico contorno do meu caralho senão ajoelhando. Façam-me um favor e leiam David Mourão Ferreira...

É quando estás de joelhos...


É quando estás de joelhos
que és toda bicho da Terra
toda fulgente de pêlos
toda brotada de trevas
toda pesada nos beiços
de um barro que nunca seca
nem no cântico dos seios
nem no soluço das pernas
toda raízes nos dedos
nas unhas toda silvestre
nos olhos toda nascente
no ventre toda floresta
em tudo toda segredo
se de joelhos me entregas
sempre que estás de joelhos
todos os frutos da Terra.
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4 comentários:

  1. Bonito poema
    Ajoelhou...rezou
    Abraço

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Concordo com o colega de cima, ajoelhou tem que rezar, ops.. chupar!

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