dia de dar coça ao coiso ou coisa #73


Está um calor do caralho e há quem vá perdendo a pica à medida que o mercúrio atinge a ponta do termómetro. Foi o que aconteceu a esta minha amiga. Andava com a rata seca e, por isso, pediu-me ajuda para lhe devolver o tesão. Eu, claro, tinha a solução na ponta da língua. Estava disposto a enfiar-lhe a tromba na cona até a deixar bem hidratada. Até lá, podia ir treinando a pontaria no buraco oposto, até porque o olho do cu é um alvo perfeito. Ficou desapontada. Mas aceitou fazê-lo quando lhe expliquei que, quando chegasse a casa dela, teria direito a um banho de pasta branca e viscosa num local à sua escolha.

eros dixit #71


Esta perguntou-se se me importava de a comer como se ela fosse uma grande puta. Como não gosto de contrariar ninguém, respondi-lhe que, se ela quisesse, não me importava de escorregar o caralho no suor do rego dela e depois dizer ao marido que se deixasse de merdas porque o que a mulher gosta mesmo é que lhe maltratem o olho do cu. Primeiro estranhou, que isto de ouvir bardajices não é qualquer uma que aguenta. Mas depois entranhou. Levou com o nabo nas entranhas de tal forma que passou as 2 horas seguintes imóvel no chão. Parecia em sofrimento. Para lhe aliviar a dor, contei-lhe a história da minha adolescência:

"Quando era pequeno fantasiava que ninguém me amaria pela minha personalidade. Concretizou-se: só gostam de mim pelo meu pau."

pergunta idiota da semana #3


Ó António, estás preocupado com o calor que aí vem? Estou preocupado de caralho! Um gajo já não pode martelar um pito jovem e carente como ele merece porque a mãe não a deixa sair de casa com mais de 40 graus. É chato, não é? Um gajo já não pode pinar com a vizinha que gosta de apanhar com a leitaça na garganta, não lavar a picha porque dá um trabalho desgraçado e deixá-lo marinar até ao dia seguinte porque o cheiro a queca dá um tesão filho da puta. Se o fizesse com mais de 40 graus, o nabo poderia cair de podre e eu ainda quero levantar a verga quando a cabeleireira me diz que gosta de foder à canzana.

Por outro lado, sempre sonhei com um país em alerta vermelho. É sinal que as senhoras da nação andam a ouvir os alertas do IPMA e limpam a mata entre as pernas porque não querem material combustível junto ao grelo.

em ponto de caramelo


Há um momento certo para tudo. E o momento certo para beber um single malt directamente da garrafa é quando estás a encostá-la ao paredão de uma praia deserta, sendo que ela está com o vestido à volta da cintura e tu tens a língua na cona dela.

Decidimos no início do dia que só beberíamos aquele bourbon do Kentucky a ouvir o mar. Chegámos à praia e examinámos o local já com 3 goles da coisa no bucho. Tudo parecia um pouco nublado. Tínhamos a respiração ligeiramente ofegante e ríamos como se fosse o primeiro dia de Verão. Ela encostou-se à parede, sacou da garrafa para mais um gole e eu recuei só para assistir de longe àquele delicioso espectáculo de sexo e álcool. Só faltava o rock... No momento em que levou o líquido à boca, ajoelhei-me, baixei as cuecas dela até aos joelhos e levei a ponta da língua ao clitóris já inchado. Quase que se engasgava. Disse que era o whisky a queimar-lhe a garganta.


Agarrei-a por trás, uma mão em cada nádega, e puxei-a para mim. Ela levantou uma perna, só para me dar melhor acesso.


O single malt que antes sentia a cada respiração que dava a caminho da praia foi imediatamente vencido pelo gosto a rata pingona. Era, de longe, um sabor muito mais interessante. Beijei-lhe as coxas e comecei a fodê-la com a língua. E só quando descobri o ponto certo é que lhe apertei o clitóris com os lábios e lambi-o até ela começar a guinchar que nem uma perdida. Agora sim, estava em ponto de caramelo.

[continua...]

cantigas do bandido #28


Vou de férias. Mas volto rápido, rápido. Sei que, quando chegar, estarei com o nabo a esguichar em seco de tanto pinar, mas conto-vos mais pormenores em breve. Até lá, fiquem com um poema amoroso sobre rabos que se abanam como ondas. Ah, o que eu gostava de escrever como o Carlos Drummond de Andrade...

A bunda, que engraçada


A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.

Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora – murmura a bunda – esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.

A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.

A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.

Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.

A bunda é a bunda,
rebunda.

a versão alternativa da gorda


Voltei a comer a gorda de peida imensa e prateleira gigante. Apetecia-me uma foda assim. Lambona. Pitoresca. Mas desta vez foi ligeiramente diferente. Ouvi o que ela estava a pensar enquanto dava bom uso ao meu santo escroto:

"Estou perfeitamente segura da minha sexualidade. Quer dizer, estava segura da minha sexualidade. Sabia do que gostava e especialmente do que não gostava. Mas com este pau na minha rata algo está a mudar. Estou a montá-lo e adoro a sensação do caralho dele a tocar-me no colo do útero. Parece que já conhece o meu corpo de outros carnavais. Vou dizer-lhe que estou quase a vir-me. Mas eu nunca me vim nesta posição... Quessafoda, vou dizer-lhe.

- Hmmmmmm... Estou quase, quase a vir-me, querido.

Sacana! Por que raio o gajo me respondeu que só se vem quando eu me vier? Está a testar-me? Vou olhar para ele, levantar a sobrancelha como se estivesse aborrecida e dizer-lhe que não vai conseguir fazer-me vir.

- Tens a certeza, querido? Então não vais esporrar-te. Se eu quiser, não me consegues fazer vir...

Está a sorrir. Se calhar sabe o que estou a pensar. Carambas, aceitou o desafio. Disse-me que a coisa podia durar como as pilhas duracell. Está fodido! Agora é que ele vai ver a puta que eu sou. Vou ser mazinha de todas as formas que eu conheço. Enfiá-lo mais fundo e tirá-lo da cona.

Alternar entre uma queca rápida e uma trancada fofinha. Agarrar-lhe os colhões quando tiver o nabo todo dentro de mim. Vou usar os truques todos para o fazer vir.


Está quase. Percebe-se. Está de dentes cerrados. Foda-se, tão duro! Que belo esguicho. Foda-se, está a grunhir como um primata. Adoro! Continua a esporrar-se. É quente como lava. Que tesão! Assumi o comando e obriguei-o a vir-se! Espera... Esta não sou eu. Eu sou aquela que é humilhada e gosta. E, no entanto, aconteceu... Dominei-o e adorei.

Adormeceu com o coiso entre as minhas pernas. Ou será que não está a dormir? Estou a tentar convencer-me de que foi a pirralha que tenho dentro de mim que quis divertir-se. Mas sei que não foi. Foi mais do que isso. Foi sobre poder e não sobre patifaria. Parece que esta é uma versão alternativa de mim mesma. É desconfortável. Não o cacete que tenho aqui dentro, que esse é bem bom, mas agora vou passar uns dias a processar esta coisa de dominar homens. Será que é isso que eu quero? Serei capaz?"

conversas da sarjeta #54


- Olá, olá! À quanto tempo...
- É verdade. Desde o tempo em que fazias bons broches e o verbo haver escrevia-se com agá.
- O quê?! Não perçebi.
- Nem eu percebia quando enfiavas o caralho na garganta e querias explicar-me que era grosso demais para ti. Além disso, ninguém percebe uma cedilha mal colocada.
- E se fosse-mos beber um café?
- Podíamos ficar juntinhos, juntinhos. Sem um hífen entre nós.
- Estás a gozar comigo? Olha, vai há merda!
- Há merda quando percebes que andaste a foder uma gaja burra.