Uma ensaboadela no bidé

Anda para a cama. Vamos ficar no quentinho, a tocar-nos. Vou contar-te uma história. Vou contar-te como quero ver-te a comer outra mulher. Como eu a agarraria para ti. Como a deixaria encharcada. Só para ti. Como conduziria o teu caralho até à boca dela. À cona dela. Como silenciaria os gemidos dela com a minha boca. Como lhe coçaria o clítoris enquanto a fodias, obrigando-a a vir-se no teu pau. Eu sei que gostas destas histórias badalhocas.

A Natália podia ter dito isto ou outra coisa do género. Mas não disse. Ficou-se por um "bora pr'á cama pinar"! O que, noutras ocasiões, seria o melhor preliminar da história. Ou seja, nada de pré-queca é normalmente a melhor queca. Desta vez não. Especialmente depois da nega que me obrigou a papar pito ianque.


Decidi então que haveria aquecimento antes do coito. Uma coisa levezinha. "Bora pr'á casa de banho, isso sim!" Ela fez cara de má, que na cama é que é, que não gosta de o fazer em pé, que não tem idade para coisa e tal, que uma escorregadela podia levá-la ao hospital... Um chorrilho de disparates que nunca mais acabava. Ora, como sou casmurro que nem um asno, arrastei-a até ao bidé. Não, não queria aviar-lhe a bilha contra a parede enfeitada de azulejos. Queria assistir a um solo de masturbação feminina. Uma punheta de mulher, como dizem os meus amigos cariocas.

- Agora lava essa cona! Quero ver-te ensaboá-la para mim! Depois sim, podemos ir para a cama onde comes o teu marido.
- Estou suja, é?
- Vais ficar suja quando te esporrar esse corpinho todo! Quero bater uma enquanto te vejo esfregar a rata. E quando estiver quase a vir-me, quero que o engulas até à garganta. Quero ver-te espumar langonha pela boca.

Eros dixit #6

Hoje é dia de dar coça ao coiso ou coisa #6

Há dias em que um gajo pina tudo e mais um par de botas. Cai na primeira pachacha que lhe aparece à frente.

Consegues descrever o teu orgasmo?

É daquelas perguntas que um gajo faz às gajas e nunca é confrontado com a coisa. É assustador! É por isso que, quando escrevo sobre quecas, perco pouco tempo com a parte física e mais com o contexto da dita. Uma foda é uma foda, dizem-me. É. Mas não é. É entra e sai, mas é também onde entra e de onde sai. E como. Especialmente como entra e como sai.

Estava na cama, com o pau na mão. Duro como o caralho. Não tinha qualquer imagem específica à minha frente. Não tinha qualquer estímulo pornográfico. Estava apenas focado no orgasmo iminente. Queria descrevê-lo. Sem distracções. Esfregava-o, apertava-o, acariciava-o e sentia aquele volume de porra a avançar. Até à base da cabeça do pau. É uma sensação muito pouco diferente da vontade de mijar. É mais doce. Mais sôfrego. Sei que tem um final feliz. Bem mais feliz do que verter águas. Mas só o sei por experiência.

Percebi que, se continuasse no mesmo ritmo, vinha-me. Por isso, abrandei. Senti a picha a contrair-se, pressionado pela porra. Não é apenas antecipação de algo que aí vem. É prazer naquele exacto momento. Como uma boa banda sonora. É tensão e pressão. Está concentrado no pau, mas flui pelas minhas pernas, pelo meu peito...


Normalmente, neste ponto, aproximar-me-ia o mais possível do orgasmo e depois afastar-me-ia, parando alguns segundos, para me dar tempo para recuperar e, só então, voltaria ao mesmo. Faria isso 2, 3, 4, 6 vezes. Levaria cada vez menos tempo, até ao ponto de não-retorno. Até finalmente ceder e permitir que se desse a enxurrada. Desta vez, no entanto, fixei-me naquele momento, em que, se o fizesse um pouco mais rápido, vinha-me. Estava no precipício: pressão gigantesca na picha, formigueiro no corpo, coração acelerado e músculos contraídos, à espera do que se seguiria.

Hoje é dia de dar coça ao coiso ou coisa #5

Cona assim, sim: gulosa, perfumada e ginasticada, daquelas que deixam uma pocinha de mel na cuequinha.

Conversas da sarjeta #2

- Hoje sonhei que fodia apenas com um. O único. E sabia tão bem a monogamia...
- Há uns anos valentes, o ser humano sonhou em voar.
- O que é que a monogamia tem a ver com isso?
- Em vez de saltarmos de um penhasco com umas asas de cartão amarradas aos braços, inventámos o avião.
- Andaste a beber?
- Antes dos aviões, o ser humano sonhou em despachar a merda lá de casa com um só dedo. Em vez de cagar num penico e lançar o cagalhão pela janela, inventou o autoclismo.
- Estou perdida! Onde é que queres chegar?
- É o instinto: queremos alcançar o improvável e inventamos uma máquina. Se insistes nesse disparate de monogamia, inventa uma máquina e passeia-te com ela. Se calhar, até te despacha a merda lá de casa e põe-te a voar.

Eros dixit #5

Até uma nega dá tusa

De vez em quando - cada vez mais vezes, que a idade deu-me menos paciência para cricas perdidas - dão-me uma tampa. É como se fosse um murro no estômago. Verdade! Fico agoniado. Fulo da vida. Perdido de medo no início. Questiono o Zé-do-meio: para que serves, assim teso, se nem um pedaço de cona sacas? A coisa passa entretanto. É que, se há uma que me diz não, a próxima é que paga. A dobrar.


Foi o que aconteceu quando a Natália me deu uma nega: "Hoje não dá. Estou com cinto de castidade. O homem não me larga os zipers." Assim, de olhos postos nos 2 fechos écláirs que serviam de apoio à prateleira, respondi-lhe, já com o caralho a pensar no pito seguinte:
Oui je t’aime, moi non plus.

Virei-me então para a Mary, que anda possessa da pachacha. Se calhar é assim desde a puberdade, altura em que andou a virar putos do avesso, na Carolina do Norte. Era nova, coitada, e não tinha filtro de segurança. Papava tudo o que lhe passava à frente. A torto e a direito. "Wanna have fun?", perguntei-lhe. "Big time", respondeu. Ora, como sabem, "big" é o meu nome do meio e a americana só podia estar a pensar em mim. Levou-me a ver um filme em big screen, mas não passámos do título. Mal desligaram as luzes, enfiou a mão pela minha braguilha adentro, cravou a unhas no bregalho e corremos até casa dela, para lhe fuçar o grelo e escarafunchar o traseiro sobre o colchão de água que ainda não tinha experimentado.

Conversas da sarjeta #1

- Ontem fui a correr tomar a pílula! O gajo não aguentou e veio-se dentro de mim.
- Tomaste a pílula depois de foder?!?
- Sim.
- Ui, isso é como limpar o cu antes de cagar.
- Às vezes limpo. É mais higiénico.
- Pois é. Para o cagalhão. O cagalhão agradece um cu higienizado. Assim, sai limpinho, limpinho. Já o cu, que estava limpo, fica todo cagado.

Hoje é dia de dar coça ao coiso ou coisa #4

Não há uma forma educada de pinar. Mas, como o bacalhau na cozinha portuguesa, há 1001 maneiras de atingir o clímax.

Como a Ana descobriu o clímax

À terceira queca, confessou-me, envergonhada, que nunca antes tinha gozado com um homem. Nunca é muito tempo. É de loucos! Este é o relato do momento em que tudo mudou para a Ana. Pelo menos como eu imagino que ela o sentiu...


"Sempre pensei no meu corpo apenas como uma ferramenta para agradar outras pessoas. Gostava de sexo, claro, como gostava de tomar um banho ou de comer uma bola de Berlim. Mas nenhum deles exigia um gigantesco clímax no final para tornar a experiência completa. Era divertida a proximidade de um homem. Gostava de lhes dar prazer, de ouvir os seus grunhidos animalescos, de observar as veias do pescoço quase a rebentar quando entravam em mim uma vez e outra vez e outra vez...
Tudo isso era mais do que suficiente para mim. Estava resignada ao estado permanente de dar. Até que os homens desistiram de mim. Não conseguia atingir o clímax de que toda a gente falava.
Desta vez, no entanto, havia algo de diferente. Ele queria muito, o que quer que isso seja. Começou a suar quando se inclinou sobre mim, trabalhando o meu corpo com os dedos. De repente, senti um aperto no estômago, um início de fogo a acumular-se. O meu corpo começou a mexer-se por vontade própria, as ancas a empurrar em direcção a ele, depois recuando timidamente e de novo em frente, num frenesim louco.
Até que ouvi alguém gritar num planeta distante, estranho para mim. Percebi, surpreendida, que saía da minha própria boca. Apertei-lhe a mão com toda a força. Tinha que parar imediatamente, senão morria. Reparei que estávamos encharcados em algo escorregadio. Sentia-me feliz, sem perceber porquê. Fechei os olhos, porque sabia que ficaria envergonhada com o que me esperava para lá das minhas pálpebras.
Abri os olhos e o mundo iluminou-se: descobri o clímax."

Hoje é dia de dar coça ao coiso ou coisa #3

Tu cá, tu lá: é assim que nos devemos tratar! Nem sempre é para despachar à tolada.