cantigas do bandido #32


A tipa com o saliente papo de cona bateu à minha porta e cobrou o que lhe tinha prometido: gaita gorda. Mas quando lhe apresentei o meu caralho grosso, já a pingar de expectativa, reclamou. Afinal, houve uma falha de interpretação. Ela queria guito para o santinho, eu queria enfiar o galho no pitinho. Desfeitas as dúvidas, convidei-a a entrar, entreguei-lhe uma nota graúda, declamei Fernando Assis Pacheco, voltei a sacar do inchado pacheco e ela ficou tão agradecida que se viu obrigada a abrigar o pau entre os seus repolhudos lábios vaginais.

Por uma cona assim eu perco o tino


por uma cona assim eu perco o tino
e tudo o mais desamo que não faça
como rata em soneto de Aretino:
a um caralho dar frequente caça

porque essa cona tem da melhor raça
a traça que se diz "donaire fino"
se rosto fora ela e não conaça
onde o tesão divino toca o sino

com uma cona assim aquel'menino
Cupido troca as setas pela maça
martela meus colhões num desatino
que do Rossio ecoa até à Graça

ela é a melhor rata que dá caça
a este meu javardo de inquilino
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