Cantigas do bandido #3

Nesta época de festas populares há sempre uma montanha de ratas com o berbigão em alvoroço, à procura do melhor tarolo do baile. Por isso, este vosso amigo anda assoberbado, de tanta rata que anda a papar. Estou tão perturbado que, a meio de uma dessas trancadas, pensei na carta que enviaria ao marido da gaja...


Meu caro amigo Alvarinho,
Sorri, vais ser cabrão famoso.
De todos os cornudos como tu,
Serás o único a morrer vaidoso.

Não te preocupes Alvarinho,
Chifrudo tem sido muito gente boa.
És rei entre os cornos do país,
És melhor do que os banqueiros de Lisboa.

É como naquela peça de Beckett
Que um dia vi em Filadélfia.
A velha é puta, o corno protagonista,
O machão é António e a mula Sofia.

Lembras-te da tua mulher, Alvarinho?
Há muito que não lhe papas a greta.
Se lhe perguntares Alvarinho,
Vai dizer que isto de corno é tudo peta.

6 comments

Feia 11 de agosto de 2017 às 10:06

Quase apetece dizer: ah f(a/o)dista! Ahah

António 11 de agosto de 2017 às 10:50

é, a foda é o meu fado

Gil António 11 de agosto de 2017 às 15:04

Áh grande poeta, lool
.
Abraçop

António 11 de agosto de 2017 às 15:26

grande, grande é o que tenho entre as pernas. já a poesia... está abaixo de sofrível

chocolícia 15 de agosto de 2017 às 03:48

Será que o Alvarinho está muy ocupado dando assistência à sua senhora, macho fodedor? Talvez alguém saiba!!!...

António 15 de agosto de 2017 às 11:12

o que o tem ocupado não sei. o que eu sei é que a sua senhora anda a ser assistida por mim

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