Cantigas do bandido #4

Tive um pesadelo. Sonhei com um António velho, encarquilhado e decadente, de picha - um colossal pau - em riste. Papava, assustado com manjar tão faustoso, duas moçoilas joviais e energéticas. Acordei sobressaltado e logo me lembrei de Bocage, o patife-mor, o fodilhão desbocado, de quem adaptei o epitáfio que se segue...


Quando ferrugenta enxada carunchosa
Sepultura me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:
"Aqui descansa António, o putanheiro.
Passou vida folgada e maravilhosa.
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro."
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