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Cantigas do bandido #8

A tempestade que aí vem deu-me vontade de comer a Ana. Sabem como a convenci? Com a conversa fiada de sempre...


Viste o que aconteceu aos bonecos de Estremoz?
Até os finíssimos cavalheiros da Unesco
Reconheceram que aquele barro, c'um mil cornos,
É muito mais do que apenas pitoresco.

Imagina que tinham visto um pau assim
Como aquele que tens levado à boca.
Sabes que é melhor do que salgado amendoim,
Dá-te leite morno, desliza nessa estreita toca.

Diz-lhe que aqueles bonecos que saíram dos baús
São fezes comparados com o teu rei dos paus.

novo ataque à abstinência


23 horas e 8 minutos depois do início do jejum...

- Como posso servir-te?
- Não podes. Estou de jejum.
- De certeza? Posso ser uma menina obediente...
- Foda-se!!! Se não estivesse de jejum, mandava-te ficar de 4 e esfregar esse grelo obediente até te vires na minha boca.
- Sabes que a minha cona é tua.
- Linda menina!

A minha primeira foda revisitada

A minha primeira foda foi, provavelmente, a mais estranha de sempre. Tinha 16 anos e, na altura, metia dó de tanta punheta que batia. Andava chupadinho, chupadinho. Cona? Nem vê-la. Saltava de quase-queca em quase-queca, ansioso pela pinocada número 1. Sentia-me um pobre diabo, cheio de um amor perverso por uma gaja imaginária, a tipa que um dia paparia. Não era afecto, antes uma fome apaixonada, desesperadamente apaixonada, como se nessa futura trancada estivesse o segredo da minha própria felicidade. Houve mesmo uma altura em que senti pelo mangalho um sentimento de ódio tão grande que o chamava de filho-da-puta-de-um-não-presta-para-nada. Preferia morrer de fome a deitar-lhe a mão por piedade.

Foi então que conheci a Lara. Era dez anos mais velha do que eu e tinha uma rodagem maior do que o monolugar do Niki Lauda. Raptou-me numa tarde de matiné da discoteca onde os desgraçados como eu roçavam-se nas miúdas mais à mão. Fez de mim gato-sapato no apartamento que partilhava com a colega da loja de pronto-a-vestir onde trabalhava.
- Põe a língua de fora! Por que esperas cabrão? Lindo menino. Estavas à espera de cona? Errado. Tens que a merecer.
Aquela mulher sentia prazer em humilhar-me. E eu nem me importava. Só pensava em cona. Andava tão desesperado por cona, uma cona qualquer, que faria o que fosse necessário. 



Lembrei-me desta história há umas noites, tinha a Ana em cima de mim, a pedinchar que lhe desse cabo do canastro.
- Bate-me nas mamas!
De todas as coisas estranhas que já fiz, nunca me ocorreu esbofetear as glândulas mamárias. O rabo? As coxas? O clítoris? Faz todo o sentido dar-lhes umas palmadas. Mamas... nem por isso. Não sei bem porquê, mas nunca pensei nisso. Ainda assim, fiz o que ela pediu. Deixei-a vermelha junto dos mamilos e ela agradeceu-me as bofetadas com uma cavalgada de rebentar colhões.

Como a Ana descobriu o clímax

À terceira queca, confessou-me, envergonhada, que nunca antes tinha gozado com um homem. Nunca é muito tempo. É de loucos! Este é o relato do momento em que tudo mudou para a Ana. Pelo menos como eu imagino que ela o sentiu...


"Sempre pensei no meu corpo apenas como uma ferramenta para agradar outras pessoas. Gostava de sexo, claro, como gostava de tomar um banho ou de comer uma bola de Berlim. Mas nenhum deles exigia um gigantesco clímax no final para tornar a experiência completa. Era divertida a proximidade de um homem. Gostava de lhes dar prazer, de ouvir os seus grunhidos animalescos, de observar as veias do pescoço quase a rebentar quando entravam em mim uma vez e outra vez e outra vez...
Tudo isso era mais do que suficiente para mim. Estava resignada ao estado permanente de dar. Até que os homens desistiram de mim. Não conseguia atingir o clímax de que toda a gente falava.
Desta vez, no entanto, havia algo de diferente. Ele queria muito, o que quer que isso seja. Começou a suar quando se inclinou sobre mim, trabalhando o meu corpo com os dedos. De repente, senti um aperto no estômago, um início de fogo a acumular-se. O meu corpo começou a mexer-se por vontade própria, as ancas a empurrar em direcção a ele, depois recuando timidamente e de novo em frente, num frenesim louco.
Até que ouvi alguém gritar num planeta distante, estranho para mim. Percebi, surpreendida, que saía da minha própria boca. Apertei-lhe a mão com toda a força. Tinha que parar imediatamente, senão morria. Reparei que estávamos encharcados em algo escorregadio. Sentia-me feliz, sem perceber porquê. Fechei os olhos, porque sabia que ficaria envergonhada com o que me esperava para lá das minhas pálpebras.
Abri os olhos e o mundo iluminou-se: descobri o clímax."

É assim que elas nos papam

- E agora?!? Agora vais levar-me a casa, debruçar-me sobre a cama, levantar-me a saia e gozar a vista. Primeiro com os dedos, depois com a língua. E quando já tiveres tocado em todos os recantos do meu corpo, quero que enfies o caralho dentro de mim e que me fodas com o meu vestido arregaçado até à cintura e os meus collants a roçar-te as coxas e as cuecas enfiadas no cu. Parece-te bem?
- Isso parece-me... hmmmm...
O cérebro não conseguia encontrar as palavras certas, mas deveriam ter sido "um tesão monumental".
- E tu o que queres fazer? Pedir sobremesa?
- Sobremesa?!? Acho que vou pedir a conta.

Um gajo quer dar um ar de romântico, oferece o jantar e é assim que elas nos tratam: como gulosas

Porque é que um gajo pina?

Porque quer sentir-se especial.
Porque se enfrascou e fode qualquer coisinha.
Porque quer mostrar que é um sacana.
Porque se tornou independente e pode fazer o que quiser.
Porque quer provar a si próprio que ainda consegue sacar gajas.
Porque está naquela fase em que se apaixona por tudo e um par de botas.
Porque está de férias e come tudo o que se atravessa no seu caminho.
Porque precisa de se sentir próximo de alguém.
Porque está aborrecido.
Porque está impressionado.
Porque fuma, bebe, droga-se e está a cagar-se para tudo.
Porque é novo na cidade e quer fazer amigos.
Porque quer apimentar a relação.
Porque quer ser igualzinho ao gajo que viu na TV.
Porque é dia de festa.
Porque é melhor do que os amigos.
Porque quer experimentar a posição que a mulher acha nojenta.
Porque quer esquecer a ex.
Porque quer recordar a ex.

Podem completar a lista, que eu vou ali papar a Ana.
Porque não resisto a este par de mamas.

Vamos tentar um best of?

Perguntaram-me qual foi a melhor foda que dei na vida. É uma pergunta tonta. Lembro-me da queca que dei ontem. Lembro-me da última cona pingona que papei. Do deboche que se tornou aquele broche. Da devassa que se desmanchou em orgasmos. Do canhão que me fez explodir em esguichos sucessivos... Gosto de fazer listas mentais, de alinhar pipis em rankings, de fazer mapas das curvas da tipa que devorei na esquina, mas o critério muda com a disposição.

Um best of é fodido. O que quer dizer a melhor? A mais porca? A mais inesperada? A mais rápida? A mais intensa? A que me deu cabo do nabo? Se me perguntam sobre a melhor foda, têm que ser mais específicos. Não é o mesmo que perguntar se gosto mais de cães ou de gatos. Nesse caso, a resposta é fácil: gosto de comê-las à canzana. E não desgosto quando põem as unhas de fora.

Agora, se me perguntarem qual foi a melhor espanholada que me fizeram, não tenho dúvidas. Ainda estou à procura de mamas melhores do que as da Ana...


Também ando à procura de garganta que consiga engolir o meu pau inteirinho e a coisa não anda fácil. É que normalmente sai asneira... da grossa.