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A nova rapariga do café e suas 2 meninas

A aldeia esteve de luto. Ou antes, os homens da aldeia andaram uns dias de pirilau triste. Já as mulheres parece que recuperaram a alegria no grelo. A Marlene, que era a rapariga feia e boa do café, foi servir malgas de verde para outra freguesia. Foi, segundo ela, agarrar gente fina pelos tomates. O mesmo é dizer que se tornou criada interna de uma família burguesa. Nos tempos livres, no entanto, continua a dar bom uso ao pincel deste vosso amigo. Ou seja, deixou de dar-me de beber e passou a dar-me de comer.

O café, entretanto, tem safardana nova. E a substituta da Marlene saiu melhor do que a encomenda. A Eva é uma oferecida com um palminho de cara, prateleira de arrebitar o pau mais teimoso e um traseiro arrebitadíssimo. Tem um senão: usa pestanas falsas, o que lhe dá um ar reles. Nada que não se resolva com umas aulas bom gosto e um par de dedos enfiados na cona. Aliás, ela está a pedi-las. Ao segundo dia, quase que enfiou as mamas na câmara do meu telemóvel.


Não há nabo que resista. Mas claro que este caralho que vos escreve não é menino para se contentar só com par de meninas. Por mais encantadoras que elas sejam...

Foda à moda do Minho

[continuação...]

Aquela fodia-se num instante, esta fodia-se de uma vez. Era uma espécie de música de embalar que me atravessava o espírito enquanto observava a Rosa e a Marlene atrás do balcão. Talvez fizesse parte das contraindicações do cocktail de analgésicos e anti-inflamatórios que andava a tomar. Aquela mais bonitinha, esta mais perfeitinha, juntas seriam a foda do século. Exagero de linguagem... A queca do dia, quiçá. Quando aquela saiu por uns instantes, aproveitei para me meter com esta:
- Estou a ver que tens adversária nova.
- Nem imagina, é um ver se te avias.
- Como assim?
- Faz-se a tudo o que mexe.
- Ciúmes?
- Não, que eu escolho os meus homens. Já lá vai o tempo em que comia qualquer coisinha.
- Já vi que não tenho hipóteses.
- Isso agora...

Pensava eu que a Marlene andava a passear a esfregona pelo café. Puro engano. A rapariga, que tem sangue na guelra e malandra escrito na testa, dá-me uma palmada na nádega mais à mão.
- Élá... Conheces a expressão "a carneiro capado não apalpes o rabo"?
- Não.
- Olha que a minha mulher pode não gostar...
- Mas eu não estou interessada na sua mulher!
Foi nesse momento, quando ela me piscou o olho, que percebi que o meu pau continua vivo. O safado levantou a grimpa em protesto, cresceu despudoradamente, a exigir que o enterrem vivo. Já!


Sentem-se enganados pelo título? Estavam à espera de mais? Queriam uma rapidinha acrobática sobre o balcão? Uma mamada de seca-colhões? Ou uma martelada tão selvagem que a deixasse com a pachacha a latejar?

Foi o que se chama uma "foda à Monção", que é o nome que se dá a um prato de borrego com arroz pingado. Eu conto-vos a história numa penada... Na altura da Páscoa, os produtores de gado do Minho engordavam os animais, para vendê-los ao melhor preço, com uma artimanha. Punham sal na forragem, o que os obrigava a beber muita água. Quando os cordeiros chegavam à feira, pareciam pesados, mas eram, de facto, um saco cheio de nada. Apenas água. Ao aperceberem-se da fraude, os compradores exclamavam: "Que foda!"

Quessafoda ou a porra da vergonha

Não há nada mais degradante do que a crise que tive na semana passada. Dão-lhe um nome pomposo, lombalgia aguda, mas devia ser conhecida pel'a-puta-da-dor-que-nos-transforma-em-seres-miseráveis. Foram dias de quessafoda. Tens vontade de mijar? Quessafoda, rasteja até à sanita. Tens sede? Quessafoda, engole a própria saliva. Tens vontade de foder? Quessafoda, bate uma. Não, não batas, que depois tens que limpar a porra e não podes dobrar-te. É a porra da vergonha! Quessafoda, fecha os olhos e conta quantas gajas já comeste desde que descobriste que há vida própria entre as tuas pernas.

A dor passou e consegui finalmente usar os tomates, que nesses dias de inferno incharam como balões atestados de hélio. O pobre caralho passou dias de fome. Parecia mingar. Definhava, derrotado pela ausência de cona. Imaginam os meus amigos como é passar tanto tempo a piar fininho? Não chorem, que a coisa passou, o coiso assumiu o comando e exigiu pinanço premium.

O primeiro teste do renascimento deste pau que é de quem o apanhar aconteceu onde menos esperava: no café da aldeia. Ora, a Marlene, a rapariga feia e boa que deixa os pobre-diabos da freguesia com baba ao canto da boca, tem companhia nova atrás do balcão. A Rosa não é tão boa como a Marlene, é mais velha e mais baixa, mas é menos feia e muito mais assanhada. Imagino que o número de homens a roçarem-se no balcão tenha duplicado. Agora, o seu passatempo é comparar as peidas das moças.

Marlene à esquerda, Rosa à direita: quem devolveu a alegria ao cacete do António?


[continua...]

A história da rapariga feia e boa do café da aldeia

Os velhotes aqui da freguesia adoram a Marlene. É feia que dói, bexigosa, mas é mais nova do que eles uma trintena de anos e tem um corpo que os mantém encostadinhos ao balcão, goela bem aberta para o copo de três, baba ao canto da boca e olhos postos no traseiro da pequena. Ela, desgraçada, não os aguenta. Recebe-os com um simpático "o que é que queres, velho?" E eles, mansinhos, sorriem, desde que esteja garantido espectáculo do outro lado do balcão. Há sempre bons motivos para pedir mais uma taça de verde, como podem ver pela foto...


Ela é que dita as regras. Também não admira: não tem concorrência. As outras mulheres ou são mais feias ou mais velhas ou mais feias e mais velhas do que ela. A Marlene sabe tudo sobre toda a gente. Especialmente quem bateu as botas e quem anda a pôr os cornos a quem. Ali, naquele pardieiro que ela trata como se fosse a sua horta, só ela pode ser perversa. Reparem como ela despachou um pobre-diabo que desconhecia a senhora da casa:
- Nas festas da Senhora da Guia [não sei se era da guia, da agonia, das dores ou da aparecida, mas é indiferente para o caso e a senhora é a mesma] queres beber uns copos comigo?, pergunta o incauto.
- Foda-se!
- Então, tens medo de ficar em coma?
- Só assim é que saía de casa para estar contigo: se estivesse em coma! És feio que puta-que-pariu.

A Marlene, que é solteira e vive com o pai, é assim com homens e mulheres. O gabinete para igualdade de género, essa coisa tão burguesa, é, de facto, ali, naquele café de aldeia. E a chefe de repartição é, de facto, aquela rapariga. Feia, boa e com uma boca do tamanho do olho do furacão Katrina. Nunca mais me esqueço do que ela disse à coleguinha [mais lenta, menos feia e muito menos boa do que ela] que trocava de turno com ela: "Não sabia que pagavam salário para andarem a roçar a rata pelo balcão."