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Até uma nega dá tusa

De vez em quando - cada vez mais vezes, que a idade deu-me menos paciência para cricas perdidas - dão-me uma tampa. É como se fosse um murro no estômago. Verdade! Fico agoniado. Fulo da vida. Perdido de medo no início. Questiono o Zé-do-meio: para que serves, assim teso, se nem um pedaço de cona sacas? A coisa passa entretanto. É que, se há uma que me diz não, a próxima é que paga. A dobrar.


Foi o que aconteceu quando a Natália me deu uma nega: "Hoje não dá. Estou com cinto de castidade. O homem não me larga os zipers." Assim, de olhos postos nos 2 fechos écláirs que serviam de apoio à prateleira, respondi-lhe, já com o caralho a pensar no pito seguinte:
Oui je t’aime, moi non plus.

Virei-me então para a Mary, que anda possessa da pachacha. Se calhar é assim desde a puberdade, altura em que andou a virar putos do avesso, na Carolina do Norte. Era nova, coitada, e não tinha filtro de segurança. Papava tudo o que lhe passava à frente. A torto e a direito. "Wanna have fun?", perguntei-lhe. "Big time", respondeu. Ora, como sabem, "big" é o meu nome do meio e a americana só podia estar a pensar em mim. Levou-me a ver um filme em big screen, mas não passámos do título. Mal desligaram as luzes, enfiou a mão pela minha braguilha adentro, cravou a unhas no bregalho e corremos até casa dela, para lhe fuçar o grelo e escarafunchar o traseiro sobre o colchão de água que ainda não tinha experimentado.

Possessa da pachacha

A Mary, americana a estudar em Lisboa, só consegue falar com clichés. Mas não sabe que isso me deixa pior-que-estragado. Não sabe porque não lhe digo. Podia estragar tudo. E o que nós temos é tão bonito que não pode ser corrompido pela verdade. Digam lá se não é uma beleza: ela tem cona tão sôfrega, põe-me o pau com tal envergadura, que a deixo de pernas para o ar sempre que ali molho o pincel. Fica possessa da pachacha. Esta ianque tem espasmos tais que quase me esmaga o saco. Não posso amuar com frases como esta: "You're not one in a million, you're a million in one." É nesse momento que faço a minha poker face e apresento o meu big dick. Já em casa, ao recordar a coisa, vem-me um ligeiro sabor a bílis à boca.


No outro dia, contou-me que anda fodida da vida (pissed, em inglês, que é o mesmo que mijada) porque ainda não a papei no flat que alugou na Baixa. Diz que comprou um colchão de água a pensar em mim. É verdade, não sou adepto de coisas flácidas. Prefiro vê-la, de rabo espetado, a correr pelo prado. Faz renascer em mim o espírito do bom selvagem. Quando não andamos a rebolar entre margaridas, malmequeres e erva-de-espiga como cães com o cio, imagino os chavões que ela diria ao...

... português que não o António: You must taste like cod fish. Salty.
... italiano: Your dick must look like cannoli.
... Donald Trump: Who gives a shit about you?
... iraniano. There's no good and bad. Just you and me.
... tuaregue: You're a dicksand. I'm falling for you.
... Nick Jonas: I need closure.
... alemão: It's written in history books. I'm gonna fuck you.
... apátrida: This is not me leaving, this is you pushing me away.
... Brad Pitt: You're not perfect. You lack a defect.
... inglês: You poor bastard!