conversas da sarjeta #51


- Tens mantido a promessa?
- Qual delas?
- De não foder nos próximos 7 dias...
- O primeiro dia foi fodido. Ao final da tarde já estava a ressacar.
- Deixa-me adivinhar: bateste uma.
- Bati três!
- E serviu para alguma coisa?
- Serviu para me ver livre de porra velha. Mas voltei a ficar de colhões cheios.
- E se eu te pedisse para os esvaziares no meu cu?
- Foda-se, assim não há promessa que aguente.
- Sabes o que é que uma amiga minha me disse no outro dia: os homens são todos iguais.
- Todos queremos cona?
- Não. Falam muito mas fazem pouco.
- Eu sei que queres picha das boas. Desesperadamente. Mas, desta vez, vou cumprir a promessa.
- Quase uma semana sem pinar?! Tu?! Ahahah... Nem sequer uns beijinhos? De certeza que não queres que te faça umas festinhas nesse pau?

não há picha para ninguém


Querido Ronaldo, prometo que não fodo nos próximos 7 dias. Quessafodam as conas fáceis, as conas pingonas ou as conas sopeiras, o que eu quero é pito paciente e bolas a martelar na rede contrária.

Que se foda (Ronaldo para Moutinho, Euro 2016)


Ei, ei,
anda bater,
anda bater.
Tu bates bem.
Se perdermos,
que se foda!
Anda,
personalidade.
Vai,
personalidade.
Tu bates bem.
Seja o que deus quiser.

curtas da semana #40


Estive a cortar a erva na quinta (a malta do campo chama capinar à coisa) e lembrei-me da italiana que conheci em Amesterdão, há muitos, muitos anos. Tinha uma pentelheira que mais parecia capim. Era alta, densa e parecia esconder uma floresta tropical de chatices.

Rapei-lhe a rata com uma lâmina descartável das antigas e não fiz um mau trabalho. Deixei-lhe a cona apenas com uma farripa de pêlos, à moicano. No fundo, era um convite para a coboiada.

Há uns dias, uma tipa com ar de quem não papa picha desde que o papa João Paulo II foi baleado, pediu-me para lhe lamber o cu. Não tenho qualquer problema em enfiar a tromba no rego de uma gaja, mas a coisa necessita de preliminares.

Demorou tanto tempo a lavar a peida, que, para me distrair, contei o número de peidos que dei enquanto esperava.


Já não papava o pito de uma pita há algum tempo. A meio da foda, decidiu mostrar-me o que andava a publicar no facebook, instagram, twitter, pinterest, youtube... Uma canseira, dirão. Nem por isso. Senti-me velho e, como todas as carcaças que se finam, fiquei teso.

eros dixit #68


Há traulitadas que começam melhor do que acabam. Por isso, é melhor começar pelo fim. Esta tinha grande amplitude de pernas, uma passarinha com cheiro a alfazema, mas mamas descaídas e língua comprida. Durante o coito, chegou a contar-me que, no nascimento do filho, quando passou o efeito da epidural, cagou-se toda. E pensar que daquela boca saiu a melhor frase de engate que já ouvi...

"Sexo é como um jogo de sueca. Se não tens um parceiro decente, é bom que tenhas uma boa mão."

a rameira da roberto frias


[continuação]

Não me lembro como cheguei a casa, mas lembro-me da tarde em que a conheci. Ficámos bêbedos na sala dela com uma garrafa de rum. Era tudo o que ela tinha. É uma merda de uma bebida, eu sei, mas funcionou. Parecia claro desde o início que queríamos foder, por isso, quando a garrafa ainda ia a meio já ela tinha perdido a camisa e eu tinha abandonado as calças num canto qualquer e a boca dela tinha encontrado o meu caralho e eu amparava-lhe cabelo só para poder vê-la a engolir o nabo.

Curiosamente, ver a coisa acontecer é tão importante como sentir a coisa acontecer. A boca dela era perfeita, era hábil a lambuzar o pau, mas, mesmo assim, precisava de ver os lábios a apertar o cepo. Precisava de ver os olhos dela enquanto se engasgava com um sorriso. Precisava de ver as mamas dela ainda que não conseguisse alcançá-las.

"Sabes que há quem me chame de puta por causa de uma noite?", disse-me, sacando o caralho da boca para me beijar nos lábios. Sabia a álcool e sexo, que é um sabor muito melhor do que o gelado mais fofinho da Santini. "Pinei com 5 tipos numa festa da faculdade e, desde então, sou conhecida como a rameira da Roberto Frias", que, caso não saibam, é a morada da faculdade de engenharia do Porto.

"Estava bêbeda, eles também. Sentia-me a arder e queria fazer tudo a que tinha direito. Confesso que é uma nódoa na minha reputação, mas, naquela noite, senti-me a puta mais feliz do bordel."


Não liguei puto ao que ela disse. Estava bêbedo e só pensava em papá-la. "Consegues imaginar a cena?" Não conseguia imaginar a ponta de um corno. Tirei a camisa, baixei as cuecas, agarrei nela e obriguei-a a sentar-se no meu colo. "Consegues imaginar-me na casa de banho da faculdade, cercada por 5 homens nus, que se revezavam a comer-me a cona?" Antes que pudesse dizer mais alguma coisa, afastei-lhe o tecido que lhe tapava a rata e enfiei-me naquela pachacha deliciosamente encharcada.

"Eles foderam-me com tanta força!" Estava tão embriagado, os ouvidos zumbiam sabe-se lá porquê, as pernas bamboleavam, a cabeça latejava ao ritmo do caralho... Tive que sair dentro dela. Sentia-me tonto, quase a explodir. Ela agarrou-me pelas ancas e guiou-me de volta àquela gruta escura e molhada. De repente, era ela que me fodia. "Estou quase a vir-me. Tens que terminar, que o meu marido deve chegar a qualquer momento", guinchou. "Quero que me apertes o pescoço. Sufoca-me até quase demaiar."

close-up #30 - fome de bola


Dizia-me esta, em tom de crítica, que futebol são 22 gajos atrás de 1 bola. Respondi-lhe eu, em tom de desafio, que conhecia um jogo em que 1 gaja podia fazer o que quisesse com as minhas 2 bolas. Aqui para nós: ela não podia recusar-se a abocanhar o caralho de quem esfrega os colhões com sabonete artesanal com óleo de monoi e aloe vera. Além disso, vem aí o Mundial de futebol e, nessas alturas, passo o dia sentado no sofá e fico de pau feito quando me limpam o suor que se acumula nas virilhas.

cantigas do bandido #24


O António morreu. O António que conquistava as mulheres apenas com uma omelete suicidou-se. Foda-se! O gajo que contava histórias sobre amigos, comida e bebida foi-se. Não posso acreditar! Lembro-me da noite em que disse a uma tipa, feia como os trovões e com umas mamas de levitar caralhos moribundos, que queria ser o Anthony Bourdain quando fosse grande. Nunca fui. Mas papei a feiosa com vasta prateleira. E agora o sacana desapareceu. Inacreditável! Para desanuviar, deixo-vos um poema de outro António, o Botto:

Balofas carnes de balofas tetas


Balofas carnes de
balofas tetas
caem aos montões
em duas mamas pretas
chocalhos velhos a
bater na pança
e a puta dança.

Flácidas bimbas sem
expressão nem graça
restos mortais de uma
cusada escassa
a quem do cu só lhe
ficou cagança
e a puta dança.

A ver se caça com
disfarce um chato
coça na cona e vai
rompendo o fato
até que o chato
de morder se cansa
e a puta dança.