A costureira voltou cá a casa.
Vinha com um ar mais feliz do que na primeira prova. Excitada, posso garantir-vos, que aqueles risinhos de adolescente, enquanto fazíamos conversa de circunstância, denunciava esta cinquentona de anca larga e prateleira gigantesca. O peito parecia um altar em talha dourada naquele top justo amarelo. Deixa-me ser o teu entalhador, pensei quando a recebi. Deixa-me entalar o pau profano nesse rego sagrado, tive vontade de sugerir-lhe no momento em que se ajoelhou para admirar a sua própria criação. O meu caralho, que não se aguenta quando é venerado desta forma, palpitava de tesão.
- Acertou nas medidas Conceição. Perfeito. Que acha?
- Parece que sim. A braguilha fecha bem doutor?
- Agora fecha.
- Pois... Na semana passada, se não medisse a segunda vez, as calças não ficavam bem. Estava a encolher a barriga? [sorrisos]
- Não. Ando de barriguinha cheia.
- Tem boa boca, não? [corada]
- Não resisto a um bom naco de carne.
- Imagino...
Como tenho mais olhos que barriga. assistia, quase emocionado, aquela dança dos mamilos. Via-os, agitados, inchados de orgulho por serem a cereja no topo de um bolo tão voluptuoso. Pareciam gingar, ora para a esquerda, ora para a direita, como que a hipnotizar-me. Quase perdia a consciência. Talvez esteja a exagerar... Mas garanto-vos que ia perdendo a decência, a pouca que me resta, quando a costureira me explicou o segredo de tão extraordinário trabalho de costura:
- Tive que tirar uma das pregas das calças, que ficava aqui...
[Era exactamente aí, inclinado para a direita, que estava, a pingar, a cabeça do pau, feito mangalho, entusiasmado com tão excitante troca de piropos.]
- A Conceição é uma santa.
- Olhe que não... Não sou nenhuma santa.
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Ó doutor, assim não!
Quando me dizem que a costureira vem cá a casa, não estou à espera de grande coisa.
Quando me explicam que é para mim, porque as calças têm que estar perfeitas para a festa, continuo à espera de pouca coisa.
Quando a Conceição chega, a coisa muda de figura.
Quando ela se ajoelha à minha frente, de fita métrica em riste e mamas que nunca mais acabam, o coiso anima-se.
Quando ela saca dos alfinetes, o coiso acalma-se.
[Já devem ter percebido: o coiso tem vida própria. Seria provavelmente o melhor aluno de um centro hípico: ora a trote, ora a galope.]
- Que idade tem Conceição?
- Isso não se pergunta a uma senhora.
- Estou só a aproveitar que está a tirar-me as medidas...
- [sorriso] 55. Tenho uma filha de 22 e é igual a mim quando eu era nova.
- Igual? Os rapazes todos atrás dela, não?
- Ó doutor, assim coro.
Aquele "ó doutor" despertou o sacana que há em mim.
A Conceição, que não é parva nenhuma, percebeu que havia caralho vivaço bem à sua frente. E parece ter gostado. Isso ou queria certificar-se que tinha tirado as medidas certas. Sacou da fita métrica pela segunda vez, contornou a minha cintura de braços bem abertos e queixo a centímetros da braguilha. Eu fiquei que nem estátua grega, imóvel, estóico, a admirar aquela avantajada prateleira. Ela corava de felicidade com tão volumoso galanteio.
Quando me explicam que é para mim, porque as calças têm que estar perfeitas para a festa, continuo à espera de pouca coisa.
Quando a Conceição chega, a coisa muda de figura.
Quando ela se ajoelha à minha frente, de fita métrica em riste e mamas que nunca mais acabam, o coiso anima-se.
Quando ela saca dos alfinetes, o coiso acalma-se.
[Já devem ter percebido: o coiso tem vida própria. Seria provavelmente o melhor aluno de um centro hípico: ora a trote, ora a galope.]
- Que idade tem Conceição?
- Isso não se pergunta a uma senhora.
- Estou só a aproveitar que está a tirar-me as medidas...
- [sorriso] 55. Tenho uma filha de 22 e é igual a mim quando eu era nova.
- Igual? Os rapazes todos atrás dela, não?
- Ó doutor, assim coro.
Aquele "ó doutor" despertou o sacana que há em mim.
A Conceição, que não é parva nenhuma, percebeu que havia caralho vivaço bem à sua frente. E parece ter gostado. Isso ou queria certificar-se que tinha tirado as medidas certas. Sacou da fita métrica pela segunda vez, contornou a minha cintura de braços bem abertos e queixo a centímetros da braguilha. Eu fiquei que nem estátua grega, imóvel, estóico, a admirar aquela avantajada prateleira. Ela corava de felicidade com tão volumoso galanteio.

