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foda à padeiro


Há coisas que não entendo. Como é que uma gaja pode ignorar um gajo que lhe diz que a sua cabeça do caralho sabe melhor que sill och potatis? Também não percebem, pois não? É incrível. As suecas gostam mais de arenque fumado com batatas cozidas, natas azedas e cebolinho do que as portuguesas gostam de ovos moles de Aveiro. Eu explico-vos porquê. As tipas encharcam-se em brännvin, um licor de batata, como as nossas saloias emborcavam vinho do Porto rasca. Por isso é que ficam sem vontade de pinar. Têm uma estranha fixação nos tubérculos, quando deviam dedicar-se de corpo e alma aos túbaros aqui deste vosso amigo. Tive, portanto, que lhe apresentar a grande especialidade portuguesa: tomates.

Colhões do tamanho de tomates coração de boi e não aqueles cherry que a malta do Norte adora levar à boca como se fossem rebuçados Dr. Bayard.


Quando conheci a Ingrid, lembrei-me da Thea, a dinamarquesa que queria que a amarrasse. Mas ao contrário desta, que teve menos do que estava à espera, aquela apanhou com mais do que queria. Desprezou-me durante uns minutos, mas deixou-se levar até à cama do meu hotel quando lhe prometi uma especialidade lusitana: foda à padeiro.

Deitei-a à força, alcei-lhe as pernas sobre os ombros e assim deixei-lhe a padaria desprotegida. Forcei a entrada do nabo todo e, por sorte, a rata estava tão usada que, durante uns segundos, consegui meter um dos testículos. Ainda hoje sonho com o som da tomatada a bater nas bochechas do rabo.

a loira que queria que a amarrasse


Aproximou-se de mim e deu um gole no meu Bloody Mary. Gemeu de felicidade, mas tinha uma boa razão para o fazer: a bebida estava do caralho. Aliás, foi em Copenhaga que bebi os melhores (e mais caros) cocktails da minha vida. Levei alguns segundos até perceber que a tipa, loira platinada, estava a encarar-me. Sorri, tentei perceber o que ela estava a pensar, mas aquela cara de gaja do norte da Europa era absolutamente inexpressiva. Desviei o olhar, mas só porque estava com sede. E o Bloody Mary, repito, estava do caralho. Por fim, inclinou-se e sussurou:

- É mesmo verdade que ataste aquela rapariga?
[O inglês dela era tão mau que tive alguma dificuldade em perceber a pergunta. "Did you really tie that girl up?" não é coisa fácil de pronunciar.]
- Sim.
- E ela resistiu e pontapeou-te e rasgou-te a roupa?
- Sim.
[Mentira: não sou gajo de amarrar conas. Gosto delas livres e rebeldes. O meu amigo, com quem ela tinha estado a falar, é que tem esta mania de fazer de mim um fodilhão ainda mais fodilhão do que o fodilhão que verdadeiramente sou.]
- E... fodeste-a? Ela estava com as mãos atadas acima da cabeça e tu... fodeste-a?
- Sim.
- E ela parou de lutar?
- Não. Acho que ficou tão excitada que não conseguia parar de lutar. Chamava-me de nomes e arranhava-me enquanto eu lhe martelava a rata.

Olhou para mim com cara de fome e reparei que tinha os olhos mais azuis que alguma vez vi. O vestido curto subiu até às ancas no exacto momento em que se sentou ao meu lado, ao balcão. Era baixa, mais baixa do que a média dinamarquesa. Imaginei-a ajoelhada sobre a minha cara. Imaginei-me a abrir a boca entre as alvas pernas dela e, apesar de todos os Bloody Marys que já tinha bebido, fiquei de pau em riste. Agarrou-me pelo braço e, já tonto de tesão, apoiei a mão na coxa dela.
- Isso é muito excitante. Conta-me mais...
Não me lembro do que se seguiu.

Acordei na manhã seguinte com uma gigantesca dor de cabeça, uma viscosa pasta branca nos pentelhos e a loira do bar ao meu lado. 


Perguntei-lhe:
- Fodemos?
- Sim.
- Amarrei-te?
- Não.
- Óptimo!
- Óptimo, o caralho! Tu prometeste...