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a meio caminho do rego


[continuação...]

Quando a dobrava sobre o sofá, batia-lhe com o caralho nas nádegas e perguntava-lhe se o podia enfiar naquele caneco. Ela balançava as ancas, gemia ao som da Dido e cantava enquanto dava o rabo à palmatória. Dizia sempre que sim a tudo o que lhe pedisse. Bastava colocar a música marota:

I'll do what I want
But I can't hide
And I won't go
I won't sleep
And I can't breathe
Until you're resting here with me

Nem sequer era uma estratégia para lhe comer o cu, até porque nunca tive paciência para as que se armam em sonsas. 


A sacana da canção estava sempre lá e a Clara transformava-se quando a ouvia. Eu bem tentava fazer as coisas devagar, para não a magoar, mas ela não queria contenção. Preferia com tesão. Nessas ocasiões era o vai ou racha. Mas eu já estava meio caminho de lhe ir ao rego...

Lembro-me ficar sempre surpreendido quando ouvia as palavras mais porcas saírem daquela boca doce: "Fode-me, caralho! Não sejas mariquinhas." Era nessa altura que me inclinava sobre ela, agarrava-lhe o cabelo e enterrava-lhe o besugo no intestino. Ela cantava, gritava e implorava para a rasgar com toda a força.

Já sabem que gosto de ver o meu pau a entrar e a sair de lugares bem apertados, mas, de alguma forma, naquela altura, fazê-lo rodeado pelo cheiro a cona, patchouli e marijuana sabia melhor.

A metamorfose da gatinha


Gostava de foder ao som da Dido. Eu sei, péssima escolha. Mas não se precipitem, que vem aí coisa boa. É que, se pensam que Here with Me dá vontade de fazer amor fofinho, desenganem-se. Esta moça era diferente.

Estava convencida que tinha sido trocada à nascença. Dizia mesmo que a mãe tinha sido assediada no confessionário pelo padre e da estranha manifestação de fé tinha resultada esta miúda trigueira, que fazia os seus próprios vestidos, o detergente que usava na cozinha e até o sabão e o champoo que utilizava no banho.

Não havia nada de normal nela. O que fazia do nosso caso algo emocionante e, nalguns momentos, frustrante. Era tão calma que parecia o mar Morto. Mas, meus amigos, como ela pinava...


Quando punha a música da Dido, a tipa transformava-se num bicho selvagem. Abria os botões do vestido que ela própria fez e mostrava aqueles mamilos enormes como as verrugas da sua velha vizinha do 2º esquerdo. Ainda hoje sonho com aquele triângulo peludo, um autêntico matagal com cheiro a cona intenso. Gostava de dançar e sacudir o minúsculo traseiro até me deixar o caralho em fogo. Até os olhos dela mudavam de cor: deixavam de ser o azul bebé dos passeios pelos parques e tornavam-se nas ondas gigantes da Nazaré.

[continua...]