A metamorfose da gatinha


Gostava de foder ao som da Dido. Eu sei, péssima escolha. Mas não se precipitem, que vem aí coisa boa. É que, se pensam que Here with Me dá vontade de fazer amor fofinho, desenganem-se. Esta moça era diferente.

Estava convencida que tinha sido trocada à nascença. Dizia mesmo que a mãe tinha sido assediada no confessionário pelo padre e da estranha manifestação de fé tinha resultada esta miúda trigueira, que fazia os seus próprios vestidos, o detergente que usava na cozinha e até o sabão e o champoo que utilizava no banho.

Não havia nada de normal nela. O que fazia do nosso caso algo emocionante e, nalguns momentos, frustrante. Era tão calma que parecia o mar Morto. Mas, meus amigos, como ela pinava...


Quando punha a música da Dido, a tipa transformava-se num bicho selvagem. Abria os botões do vestido que ela própria fez e mostrava aqueles mamilos enormes como as verrugas da sua velha vizinha do 2º esquerdo. Ainda hoje sonho com aquele triângulo peludo, um autêntico matagal com cheiro a cona intenso. Gostava de dançar e sacudir o minúsculo traseiro até me deixar o caralho em fogo. Até os olhos dela mudavam de cor: deixavam de ser o azul bebé dos passeios pelos parques e tornavam-se nas ondas gigantes da Nazaré.

[continua...]
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