ama-me mas não me ames


Martelei uma mão cheia de mulheres com fetiches. Algumas com taras estranhíssimas, como aquela que ficava feliz da vida só por mamar no meu dedo grande do pé enquanto via pornografia. Sempre que dava uma cena de violenta enrabadela e faziam um close-up da tipa a sofrer como se fosse borrar-se toda, ela largava a chucha e enfiava o lambido dedo na cona, guinchava que nem uma porca na hora da matança e vinha-se violentamente.

Esta, no entanto, era diferente. Completamente louca como a louca do dedo do pé, mas de uma forma mais sofisticada. Conheci-a num bar reles de Vigo.


Avisou-me que tinha um fetiche. Bebi um golo do bourbon e coloquei-lhe a mão no joelho, à espera de coisa boa. Perguntei:
- Então qual é o teu fetiche?
- É muito simples. Tu convences-me que me amas e eu venho-me como uma lolita apaixonada pelo professor de piano.
- É só isso?
- Parece-te pouco? Vens para casa comigo, beijas-me, fodes-me e dizes-me que vais ficar comigo para sempre.
- Não é difícil.
- Mas só podes vir comigo se me garantires que nunca mais nos vemos na vida.
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