close-up #28 - quem pariu a rata?


Não conheço ninguém, nem mesmo o mais ordinário dos meus amigos, que use a palavra rata no dia-a-dia. Utiliza-se caralho à boca cheia, especialmente quando se quer mandar alguém para o respectivo que o foda, e abusa-se da puta, só porque se acha que as progenitoras dos atingidos são todas umas rameiras que andam a abrir as pernas na esquina da Rua do Poço com a Travessa dos Fornos. Já conas é às carradas. O meu vizinho diz que foi à cona da mulher, a mulher do vizinho insinua que tem a cona aos saltos, o pároco garante que não come a cona da empregada, o sacristão manda o padre para a cona da mãe dele, o taberneiro garante que já não há conas como antigamente e até o bêbedo explica que o taberneiro é um enconado. É uma aviar de conas. Agora rata, que é bom, népias. É, na verdade, a patinha feia da ordinarice.

Pois eu, para contrariar tendências, decidi que vou convidar as mulheres da freguesia a apanhar na rata. Chega de comer-lhes a cona!

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2 comentários:

  1. Boa Vista! Eu estou totalmente com você.
    Um abraço

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    1. boavista, isso não é uma avenida? esta não é sequer um largo, como o do rato. é um beco sem saída

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